| BRB Reforça Rede do Datacenter Com Tecnologia Extreme Networks
Banco migra principal LAN para switches da Extreme Networks e planeja explorar funcionalidades avançadas dos equipamentos
O Banco de Brasília (BRB) está realizando uma atualização na rede de serviços do seu data center com vistas a obter disponibilidade máxima da rede, associada a uma política de contingência que garanta funcionamento praticamente ininterrupto, com a recuperação total em menos de um segundo, no caso de falha em algum ponto. Em outras palavras, o Banco quer tornar sua rede muito mais produtiva e com o menor custo de manutenção possível, além do menor “time-out”. Para suportar a operação do data center, foi instalado um switch Alpine 3808 no núcleo da rede e quatro unidades do Summit 200-24 nas bordas.
De acordo com Rafael Marques Taveira, analista de suporte do Banco, além do funcionamento non-stop, a atualização visa adaptar o data center a um processo evolutivo que permita acompanhar, sem traumas, o crescimento da demanda de novos pontos de atendimento ou de tráfego e - principalmente – sem maiores investimentos na infra-estrutura de rede.
Esta mesma estrutura de switches suporta ainda todo o tráfego de transações entre dois mainframes da Unisys e mais dois super-servidores de médio porte, cada um deles com 24 CPUs. Tudo isto e mais de uma centena de servidores Intel ligagos a duas grandes unidades de armazenamento EMC Symmetrics, que compõem a fortaleza de dados. Para suportar o tráfego de dados entre as unidades de armazenamento, a BRB utiliza switches SAN (Storage Área Networks) da Brocade.
Outra função dos equipamentos da Extreme Networks é interfacear com os roteadores usados para comunicação com as LANs corporativas e os diversos canais de serviços, tais como correspondentes bancários (lotéricos, correios, pequeno varejo etc), além do canal Internet.
“Os switches da Extreme suportam a LAN mais crítica e de maior tráfego do banco. Esta rede inclui cerca de 150 servidores, demandados por cerca de 3,5 mil estações, além dos 700 postos de auto-atendimento e outros canais de serviços.", explica Taveira. Segundo ele, “hoje 60% dos pontos da rede são atendidos de forma centralizada, o que aumenta substancialmente a carga no datacenter e coloca em primeiro plano a necessidade de recursos como balanceamento de carga, recuperação rápida e redundância”, afirma.
Aproveitamento Total dos Recursos
Apesar de instalados recentemente, o investimento nos novos switches já é plenamente aproveitado. Segundo Taveira, estão ativas 13 das 16 portas Gigabit Ethernet do Alpine 3808 e as portas do Summit estão com cerca de 94% de utilização. “Os equipamentos têm boa escalabilidade. O Alpine pode chegar a até 128 portas Gb Ethernet, com o acréscimo de módulos, e o Summit chega a 384 portas Fast Ethernet com empilhamento”, informa o especialista.
Conforme as orientação do PDTI (Plano Diretor de Tecnologia da Informação) do BRB, definido em maio de 2004, não apenas as grandes aplicações transacionais, mas também toda a carga de processamento dos aplicativos para usuários, estão cada vez mais concentradas nos servidores. Hoje, o datacenter abriga 42 Terminal Servers e a migração para o modelo centralizado para aplicações de desktop (com thin clients) já chegou a 60% dos usuários.Após a atualização da infra-estrutura de rede do datacenter, o BRB planeja implementar um novo esquema de contingência, com a duplicação dos dispositivos centrais.
A equipe de rede também já testou, com sucesso, a funcionalidade incorporada no Alpine, SLB (server load balance), que, entre outras facilidades, permite gerenciar a carga de trabalho entre até 256 servidores.
Para montar o esquema de contingenciamento, o BRB prevê a utilização do protocolo ESRP (Extreme Standby Router Protocol), suportado pela plataforma Extreme. Esta implementação depende ainda da aquisição de mais uma necessidade de Alpine 3804 e quatro unidades do Summit 200.
|