| VIRTUA
PASSA A INTEGRAR O PONTO DE TROCA DE TRÁFEGO
DA UFRGS
A Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS), acaba de celebrar acordo com a NET (Globo
Cabo) para conectar o sistema de Internet Rápida
Virtua, da NET, no Ponto de Troca de Tráfego(PTT),
que a Universidade inaugurou há cerca de três
ano. O Ponto de Troca de Tráfego da UFRGS é
um sistema de conexão, baseado em switches gigabit
Ethernet, capaz de garantir a transferência de
dados, com maior rapidez, entre os backbones das diferentes
redes que possuem pontos de presença no Estado.
O sistema, que utiliza o ponto de presença (PoP)
da Universidade na Internet2, é baseado em tecnologia
de comutação da Extreme Networks e opera
uma estrutura de comunicação alternativa
para provedores de Internet, operadoras, universidades
e corporações baseadas no RS. Para se
conectar ao PTT, a NET lançou mão de um
cabo óptico, integrante de sua malha de fibras,
que abrange toda região metropolitana da Capital
Gaúcha.
A partir do acordo com a Net, os acessos de assinantes
Virtua da região de influência da UFRGS
(Região Sul), a todos os sites da Internet 2,
passam a se utilizar do backbone da própria RNP
(Rede Nacional de Pesquisa). De acordo com Lauro Fernando
Barbosa, consultor de Tecnologia do Virtua, anteriormente
à nova parceria, os acessos dos usuários
do Virtua à comunidade acadêmica do Rio
Grande do Sul, citando como exemplo o site da Unisinos
(Universidade do interior do RS), precisavam viajar
até São Paulo, antes de ter sua conexão
completa. "Agora, nossos assinantes têm a
sensação de estarem apenas acessando um
arquivo de rede local, tal a rapidez com que o acesso
acontece", afirma o executivo.
O projeto do PTT do Rio Grande do Sul (PTT-RSIX) iniciou-se
há dois anos, com acordo de tráfego multilateral
entre a Rede (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa voltada
para tecnologia Internet), a UFRGS e Rede Tchê
(Rede Acadêmica Estadual), que provê comunicação
IP entre as principais universidades gaúchas.
Já a partir do ano passado, os responsáveis
pelo sistema iniciaram a oferta desta estrutura também
para a iniciativa privada. Antes do acordo com a NET,
a UFRGS já vinha operando também os acessos
da operadora Brasil Telecom.
"Nossa proposta é ser um espaço neutro
em que as teles ou os provedores de Internet podem se
instalar e estender a sua capilaridade, baixando o custo
com a troca de dados IP entre as operadoras participantes",
afirma Leandro Bertholdo, coordenador técnico
do ponto de presença da RNP.
O PTT-RSIX, segundo Bertholdo, funciona também
como um acesso alternativo, complementando os enlaces
da própria RNP, responsável pelo provimento
de acesso IP das principais universidades gaúchas.
"Em uma eventual pane em um dos links, o PTT poderá
garantir uma redundância regional", explica
ele.
Com um GigaSwitch 10/100Mbps da linha Summit, fornecidos
pela Extreme Networks, e dois "route servers",
o PTT-RSIX tem capacidade de manipular um tráfego
total de mais de 10 gigabits por segundo. Os equipamentos
são os mesmos utilizados para implementação
de redes metropolitanas e estrutura de data center.
Com a adesão de novas companhias, o PPT poderá
servir a aplicações críticas de
mais 100 megabits por segundo. Todo o tráfego
é gerenciado pelo Centro de Processamento de
Dados da UFRGS, que oferece ainda estrutura de hosting
para os parceiros do projeto.
"Hoje, redes como a da RNP, UFRGS, Rede Tchê,
Unisinos, Brasiltelecom e Net estão interligadas,
sem intermediários, a uma taxa de 100 Mbps, utilizando
recursos da rede metropolitana de Porto Alegre ou de
fibras ópticas próprias dos participantes.
A participação da NET e da Brasiltelecom
garantem uma conexão de alta qualidade aos usuários
de Internet rápida como ADSL e Cable Modem para
os sites que estão conectados ao PTT.",
afirma Bertholdo.
|